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Sobre
Nossa proposta procura contribuir ao acrescentar complexidade teórica aos estudos sobre relações entre humanos e animais, questionando as divisões entre natureza e cultura e o uso de categorias essencialistas relacionadas, como “domesticidade” e “natureza selvagem”, entre outras. Indo além das formas de especiação que opõem animais domésticos e selvagens, por exemplo, o projeto propõe múltiplas formas de comunicação, coabitação e colaboração entre não-humanos, entendendo-os como agências que transbordam os limites da ‘humanidade’ e da ‘animalidade’. Entre eles, destacamos seres com os quais tanto humanos quanto animais compartilham relações e formas de agentividade. Entre eles estão espíritos, crípticos e seres que habitam um cosmos feito de coparticipações. Coletivo
Pesquisadores PPGAS | Museu Nacional | UFRJ Bruna Silva Caio Mattos Gabriel Andion Juliane Oliveira Laura Daniela Rivera Puello Maria Eduarda Rodrigues Maria Marcelina Azevedo Médrick Varieux Nicolas Almeida Olivia Gomes da Cunha (coord.) Rhayane Alves Rebeca Andrade Rogério Viana Safira Silva Tássia Menezes Pesquisadores de outras instituições Flávio Gomes (IH/UFRJ) Julian W. Isenia (University of Amsterdam) Malcom Ferdinand (IRISSO/CNRS/Université Paris Dauphine-PSL) Rivke Jaffe (University of Amsterdam) Rogério Brittes Pires (UFMG) Victor Miguel Castilho de Macedo (IFPR) Conexões
Entre os objetivos específicos, a proposta visa articular distintos subprojetos organizados a partir de três eixos que se entrelaçam e que nos permitem compreender os modos pelos quais, em distintos contextos, actantes distintos envolvidos em relações multiespécie, são afetados pelos seus efeitos das infraestruturas e tecnologias de controle. As pesquisas inseridas em cada um dos três eixos detalhados a seguir nos possibilitam conhecer múltiplos entendimentos sobre a vida em zonas, enclaves e contextos nos quais as definições de direitos humanos, terra, alimento, produção, entre outras, permanecem em disputa, precisamente porque partilham histórias comuns. Algumas possibilidades de articulação ganham contorno e visibilidade nas minuciosas descrições de processos de transformação, arquitetadas e amarradas aos subprojetos. Em suas singularidades, eles revelam que, em vez de etapas de um “processo” linear e hermético, histórias de futuros ou de outros passados configuram modos de habitar o presente. Em outras palavras, os conhecimentos etnográficos e históricos estudados suscitam pontos de conexão: a ideia de que a transformação não é o outro nome da história, mas, verdadeiramente, a forma pela qual modos de existir em tempos-espaços outros – heterotópicos e ‘localizados’ – refazem, criam, recriam e desvelam regimes de historicidade e espacialidade. Como metodologia, os subprojetos combinam, de diferentes modos e com o uso de recursos audiovisuais, a pesquisa de campo de longa duração, visando à produção de etnografias, e a pesquisa em arquivos. EixosPesquisadoresNotícias |
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